21 agosto 2026

Ecomuseu reforça missão contínua de salvaguarda e valorização dos saberes e fazeres



Na semana em que celebramos o Dia Nacional do Patrimônio Histórico (17) e o Dia do Folclore (22), O Ecomuseu dos Campos de São José, projeto gerido pelo CECP em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, destaca as atividades culturais que movimentam o território. Em vez de uma celebração pontual, a instituição reforça o compromisso recorrente com a preservação da memória por meio do mapeamento de saberes tradicionais, ações de educação patrimonial e uma programação diversificada de oficinas gratuitas e encontros comunitários. 

Na frente de valorização dos saberes manuais, o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) Callithrix aurita, localizado no Campos de São José, recebe a Oficina de Mosaico às quartas-feiras, das 9h30 às 11h30, sob mediação de Célia Billa. No mesmo bairro, a tradição das Rodas de Bordado reúne a comunidade às quintasfeiras, das 14h às 16h, lideradas por Eliana Sena e Lídia Jovina. 

A programação se expande também no Núcleo do Ecomuseu CSJ com oficinas voltadas à criação artística e transmissão de técnicas. Durante o mês de agosto, aos sábados (dias 08, 15 e 22), das 14h às 16h30, acontece a Oficina de Empapelamento: Bonecos Articulados, mediada por Silvana Elisabete. Já em setembro, aos sábados (dias 05, 12, 19 e 26), das 9h às 11h, o público poderá acompanhar a oficina Tecendo Saberes: Crochê na Primavera, com condução de Leila Akiko. 

Acesse as redes sociais para encontrar a programação completa, que promove a participação direta dos moradores no cuidado com o território através de horta, compostagem, plantio, entre outras atividades. 

Sobre o Ecomuseu dos Campos de São José 

O Ecomuseu dos Campos de São José é um museu de território focado no desenvolvimento sustentável e na salvaguarda cultural de 28 bairros das zonas leste e sudeste de São José dos Campos, estendendo-se também ao município de Jambeiro. A instituição atua ativamente na promoção de educação ambiental e patrimonial, projetos de reflorestamento, conservação do sagui-da-serra-escuro (espécie ameaçada) e valorização do patrimônio imaterial local. Suas ações são geridas pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), com apoio da Prefeitura Municipal de São José dos Campos e em parceria com a Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental. 

CONTATOS PARA A IMPRENSA 

Assessoria: Ecomuseu dos Campos de São José / Centro de Estudos da 

Cultura Popular (CECP)

E-mail: comunica@cecp.org.br

Telefones: (12) 98163-8288

Canais: www.ecomuseu.org.br | Redes Sociais: @ecomuseucsj

18 agosto 2026

Participe do Encontro Virtual - Como vivem os saguis em SJC



Você sabia que o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) habita os territórios de São José dos Campos? O município abriga a maior população desta espécie, fortemente ameaçada e endêmica da Mata Atlântica.

Para apresentar os avanços de campo, pesquisas genéticas e estratégias de conservação desse primata, o Ecomuseu dos Campos de São José e o Centro de Conservação dos Saguis-da-Serra (CCSS) convidam você para o Encontro Virtual: Como vivem os saguis em SJC.

📌 O que será apresentado no Encontro?

Entre os tópicos em debate, serão apresentados os avanços recentes do projeto, como o mapeamento de ocorrência dos saguis, os diagnósticos de campo sobre a distribuição, dados de história natural e alguns aspectos comportamentais do Callithrix aurita. Além disso, as ações de captura e manejo dos indivíduos para esterilização, a fim de combater a hibridação, bem como o acompanhamento dos saguis esterilizados. 

Em paralelo, o painel abordará o trabalho de identificação molecular que tem como objetivo a criação de um quadro de diagnóstico que direciona as próximas ações de conservação da espécie, as atividades de educação ambiental, a sensibilização comunitária e a divulgação científica.

🎙️ Convidado e Mediação

O especialista convidado é Cleuton Lima Miranda, biólogo pela Universidade Federal do Piauí (2005), mestre (2008) e doutor (2016) em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. Pesquisador e consultor ambiental, possui 18 anos de experiência em mastozoologia, primatologia, estudos de fauna e conservação. Atua como pesquisador afiliado ao Instituto Ecológico e de Proteção aos Animais (IEPA), participou de ações voltadas à conservação do sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) pela Prefeitura de São José dos Campos e atualmente integra o projeto “Reflorestando a trilha do Callithrix aurita”, do Ecomuseu dos Campos de São José. Desenvolve pesquisas sobre ecologia, distribuição, taxonomia e conservação de mamíferos na Amazônia e na Mata Atlântica.

Mediação: Sérgio Ponti — Coordenador de Relações Comunitárias do Ecomuseu CSJ.

🗓️ Sobre o Evento

  • Data: 20 de agosto (quinta-feira)

  • Horário: A partir das 19

  • Inscrição: via Plataforma Sympla

Evento 100% gratuito e aberto ao público. Traga suas perguntas a respeito do tema e interaja com os participantes.

[ CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO “VER EVENTO” E SE INSCREVA NO SYMPLA ]

O projeto Ecomuseu dos Campos de São José é uma realização do CECP em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Contatos e Informações:

  • Site: www.ecomuseu.org.br

  • WhatsApp: (12) 99677-5272

  • E-mail: ecomuseu@cecp.org.br

  • Endereço: Alameda Harvey C. Weeks, 203 - Vista Verde - São José dos Campos/SP

24 junho 2026

Primeira edição do Cine Mercadão acontece em Jambeiro

A exibição do filme  “A Primeira Missa” acontece gratuitamente nesta sexta-feira, dia 26 de junho



        O Ecomuseu dos Campos de São José, projeto gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, realiza a primeira edição do Cine Mercadão nesta sexta-feira, dia 26 de junho, às 19 horas . 


        O evento promove uma sessão de cinema itinerante, aberto ao público e gratuito, em que será exibido o filme "A Primeira Missa”. O filme conta com a atuação de Dionísio Azevedo, Margarida Cardoso, Galileu Garcia, que se mudaram para a cidade de Jambeiro durante a construção de seus personagens para estudarem sobre a cultura e modo de vida jambeirense.


        O encontro ressalta a relação da comunidade com o território e a valorização do patrimônio cultural e natural de Jambeiro. A ocupação audiovisual que aconteceria no Mercado Municipal de Jambeiro - patrimônio do município - foi transferido para o Paço Municipal, por conta da previsão de chuva.


        O longa-metragem foi aclamado pela crítica, conquistando prêmios importantes no cenário nacional: Prêmio da Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos (1961-RJ); Melhor Ator (Dionísio Azevedo), Melhor Roteiro e Melhor Fotografia e Prêmio Saci (1961-SP), Melhor Roteiro e Melhor Edição.


        O Cine Mercadão é um evento realizado pelo Ecomuseu dos Campos de São José em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.


SERVIÇO | Cinekombi do Ecomuseu dos Campos de São José


Quando?

Dia 26 de junho, sexta-feira, as 19h


Onde?

Mercado Munipal de Jambeiro

R. Maj. Gurjel, 28 - Centro, Jambeiro - SP, 12270-000


Programação:

19h - Sessão do filme “A Primeira Missa”

21h - Roda de conversa

FILME “A PRIMEIRA MISSA”


Ano: 2010

Classificação: Livre

Duração: 1h 51min  

Sinopse: “Em Remanso, uma cidadezinha provinciana do interior, vive Bentinho, um menino travesso, filho de Nhá Colaquinha, uma humilde lavadeira, e tem uma vida normal como outros garotos de sua idade: joga pião, futebol, nada nos rios, etc. O pai é alcoólatra e violento e morre precocemente, causando um impacto na vida do garoto. Expulso da escola, passa a frequentar a casa de Mestre Zuza, velho paralítico e sábio, mas ateu, que passa a lhe ensinar a ler e escrever. Logo descobre o dom para o sacerdócio, o que causa estranheza em sua mãe e em Mestre Zuza. Escondido, passa a frequentar a igreja e a se vestir de padre.”




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CECP/Ecomuseu dos Campos de São José 

Alameda Harvey C. Weeks, 203, Vista Verde - São José dos Campos - SP

Contato: (12) 99677-5272 - ecomuseu@cecp.org.br / comunicacao.ecomuseu@gmail.com


12 junho 2026

Feira de Saberes e Fazeres, realizada pelo Ecomuseu dos Campos de São José, celebra a cultura popular em São José dos Campos

Promovido pelo Ecomuseu dos Campos de São José, o evento gratuito reúne artes autorais,  oficinas ambientais e música no palco aberto.  



Neste sábado, dia 13 de junho, das 10h às 16h, na Casa do Idoso Leste, localizado no bairro Vista Verde, o Ecomuseu dos Campos de São José, projeto gerido pelo CECP em Parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, realiza mais uma edição da sua tradicional Feira de Saberes e Fazeres que celebra a identidade local e a preservação dos saberes da comunidade. O evento, gratuito e aberto a todas as idades, destaca-se como um espaço de convivência onde a comunidade apresenta trabalhos autorais conectados com a memória do território. 

Nesta edição, a arte têxtil de Therezinha Mariano Pinheiro ganha destaque especial com uma exposição que entrelaça lembranças de sua infância na roça com reflexões profundas sobre a atual relação humana com o meio ambiente. Seus bordados carregam cores vivas e ricos simbolismos: rostos de mulheres representam as antepassadas e guardiãs da natureza; pássaros e borboletas evocam a liberdade; bebês ilustram o renascer contínuo da vida, enquanto sóis, luas e águas purificadoras simbolizam a sobrevivência global. Em contraste crítico, os olhos bordados em suas telas traduzem o olhar da própria natureza, frequentemente em prantos diante dos descuidos e violências ecológicas contemporâneas. 

O público será convidado a aguçar os sentidos e explorar de perto a flora com a Rede de Observadores da Natureza (RON), que disponibilizará uma mesa sensorial com folhas, flores e frutos nativos. No campo prático da sustentabilidade, o grupo de agroecologia demonstrará os processos de compostagem comunitária desenvolvidos pelos moradores. 

No campo das tradições lúdicas, o evento apresenta a pintura currupio, expressão artística diretamente inspirada no clássico brinquedo da cultura popular brasileira, cujas formas, movimentos e cores remetem ao universo do brincar e à memória cultural das infâncias. 

Inovando nos cuidados comunitários, a feira também integrará uma vivência voltada à saúde integrativa baseada na medicina tradicional chinesa guiada por Ana Cristina Campos. A prática consiste em percutir o corpo com as próprias mãos, auxiliando na ativação da circulação sanguínea, no desbloqueio de canais energéticos estagnados e na ampliação da consciência corporal dos participantes. 


SERVIÇO DO EVENTO 

Evento: Feira de Saberes e Fazeres do Ecomuseu CSJ 

Data: Sábado, dia 13 de junho de 2026 

Horário: Das 10h às 16h 

Local: Casa do Idoso Leste - R. Cidade de Washington, 164 - Vista Verde, São José dos Campos - SP

Entrada: Gratuita (Ambiente receptivo para famílias, crianças) 

Destaques: Mesa Sensorial da Flora, Demonstração de Compostagem Comunitária, Pintura Currupio, Prática Corporal Chinesa (Ana Cristina Campos), Exposição de Bordados (Therezinha Pinheiro) 


Sobre o Ecomuseu dos Campos de São José 

O Ecomuseu dos Campos de São José é um museu de território focado no desenvolvimento sustentável e na salvaguarda cultural de 28 bairros das zonas leste e sudeste de São José dos Campos, estendendo-se também ao município de Jambeiro. A instituição atua ativamente na promoção de educação ambiental e patrimonial, projetos de reflorestamento, conservação do sagui-da-serra-escuro e valorização do patrimônio imaterial local. Suas ações são geridas pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), com apoio da Prefeitura de São José dos Campos e em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. 


CONTATOS PARA A IMPRENSA 

● Assessoria: Ecomuseu dos Campos de São José / Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) 

● E-mail: comunica@cecp.org.br 

● Telefones: (12) 99677-5272 / (12) 3902-5991 

● Canais: www.ecomuseu.org.br | Redes Sociais: @ecomuseucsj

03 junho 2026

Macacos sentinelas da Mata Atlântica: informação correta salva vidas

 



Texto: Cleuton Lima Miranda; Gabriel Carvalho Camargos; Nícolas Juan de Almeida Machado

A febre amarela voltou a preocupar em São Paulo. E, quando esse assunto aparece, uma coisa precisa ficar muito clara: macacos não transmitem febre amarela para as pessoas.

Eles são vítimas da doença, assim como nós. A transmissão acontece pela picada de mosquitos infectados, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de mata. Por isso, matar, perseguir ou espantar macacos não protege ninguém. Pelo contrário: além de ser crime ambiental, atrapalha o trabalho da saúde pública.

Na Mata Atlântica, os bugios ou guaribas (Alouatta guariba clamitans) costumam ser os mais afetados pela febre amarela. Muitas vezes, a morte desses animais é o primeiro sinal de que o vírus está circulando em uma região. Por isso, eles são conhecidos como sentinelas da doença.

Outros macacos da Mata Atlântica também podem ser afetados, como o macaco-prego (Sapajus nigritus), o sauá (Callicebus nigrifrons), o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e os saguis. Em São José dos Campos, um deles merece bastante atenção especial: o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita).

Pequeno, discreto e ameaçado de extinção, o sagui-da-serra-escuro ainda resiste em fragmentos de Mata Atlântica do município. Mas essa resistência não é simples. A espécie já enfrenta a perda de matas, o isolamento dos grupos, atropelamentos, contato com animais domésticos e hibridação com saguis invasores de outras regiões do Brasil.

A febre amarela chega como mais uma ameaça. E uma ameaça grave. Em populações pequenas, a perda de poucos indivíduos já pode causar grande impacto. A morte de um grupo inteiro pode significar o desaparecimento da espécie naquele fragmento.

Em São Paulo, há registros recentes de febre amarela em humanos e em macacos. No ciclo atual de monitoramento, os casos humanos confirmados ocorreram em municípios como Cruzeiro, Lagoinha, Cunha e Araçariguama. Em São José dos Campos, até o momento, não há notificação atual confirmada de febre amarela em macacos. Mesmo assim, o alerta continua. O CCZ de São José dos Campos segue monitorando a situação.

A população também tem um papel importante. Se você encontrar qualquer macaco morto ou muito debilitado não toque no animal. Não recolha, não enterre e não tente levar para outro lugar. Afaste pessoas e animais domésticos da área e acione imediatamente o CCZ ou os canais oficiais de saúde.

Para as pessoas, a principal proteção continua sendo a vacinação. A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível na rede pública de saúde.

Macacos não são inimigos. São vítimas da febre amarela e ajudam a saúde pública a perceber quando o vírus está circulando na natureza.

Proteger os macacos é proteger a Mata Atlântica, a saúde pública e a vida silvestre de São José dos Campos.

 

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O projeto Ecomuseu dos Campos de São José é uma realização do CECP, o Centro de Estudos da Cultura Popular, com apoio da Prefeitura de São José dos Campos em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.