24 junho 2026

Primeira edição do Cine Mercadão acontece em Jambeiro

A exibição do filme  “A Primeira Missa” acontece gratuitamente nesta sexta-feira, dia 26 de junho



        O Ecomuseu dos Campos de São José, projeto gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, realiza a primeira edição do Cine Mercadão nesta sexta-feira, dia 26 de junho, às 19 horas . 


        O evento promove uma sessão de cinema itinerante, aberto ao público e gratuito, em que será exibido o filme "A Primeira Missa”. O filme conta com a atuação de Dionísio Azevedo, Margarida Cardoso, Galileu Garcia, que se mudaram para a cidade de Jambeiro durante a construção de seus personagens para estudarem sobre a cultura e modo de vida jambeirense.


        O encontro ressalta a relação da comunidade com o território e a valorização do patrimônio cultural e natural de Jambeiro. A ocupação audiovisual que aconteceria no Mercado Municipal de Jambeiro - patrimônio do município - foi transferido para o Paço Municipal, por conta da previsão de chuva.


        O longa-metragem foi aclamado pela crítica, conquistando prêmios importantes no cenário nacional: Prêmio da Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos (1961-RJ); Melhor Ator (Dionísio Azevedo), Melhor Roteiro e Melhor Fotografia e Prêmio Saci (1961-SP), Melhor Roteiro e Melhor Edição.


        O Cine Mercadão é um evento realizado pelo Ecomuseu dos Campos de São José em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.


SERVIÇO | Cinekombi do Ecomuseu dos Campos de São José


Quando?

Dia 26 de junho, sexta-feira, as 19h


Onde?

Mercado Munipal de Jambeiro

R. Maj. Gurjel, 28 - Centro, Jambeiro - SP, 12270-000


Programação:

19h - Sessão do filme “A Primeira Missa”

21h - Roda de conversa

FILME “A PRIMEIRA MISSA”


Ano: 2010

Classificação: Livre

Duração: 1h 51min  

Sinopse: “Em Remanso, uma cidadezinha provinciana do interior, vive Bentinho, um menino travesso, filho de Nhá Colaquinha, uma humilde lavadeira, e tem uma vida normal como outros garotos de sua idade: joga pião, futebol, nada nos rios, etc. O pai é alcoólatra e violento e morre precocemente, causando um impacto na vida do garoto. Expulso da escola, passa a frequentar a casa de Mestre Zuza, velho paralítico e sábio, mas ateu, que passa a lhe ensinar a ler e escrever. Logo descobre o dom para o sacerdócio, o que causa estranheza em sua mãe e em Mestre Zuza. Escondido, passa a frequentar a igreja e a se vestir de padre.”




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03 junho 2026

Macacos sentinelas da Mata Atlântica: informação correta salva vidas

 



Texto: Cleuton Lima Miranda; Gabriel Carvalho Camargos; Nícolas Juan de Almeida Machado

A febre amarela voltou a preocupar em São Paulo. E, quando esse assunto aparece, uma coisa precisa ficar muito clara: macacos não transmitem febre amarela para as pessoas.

Eles são vítimas da doença, assim como nós. A transmissão acontece pela picada de mosquitos infectados, principalmente dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de mata. Por isso, matar, perseguir ou espantar macacos não protege ninguém. Pelo contrário: além de ser crime ambiental, atrapalha o trabalho da saúde pública.

Na Mata Atlântica, os bugios ou guaribas (Alouatta guariba clamitans) costumam ser os mais afetados pela febre amarela. Muitas vezes, a morte desses animais é o primeiro sinal de que o vírus está circulando em uma região. Por isso, eles são conhecidos como sentinelas da doença.

Outros macacos da Mata Atlântica também podem ser afetados, como o macaco-prego (Sapajus nigritus), o sauá (Callicebus nigrifrons), o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e os saguis. Em São José dos Campos, um deles merece bastante atenção especial: o sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita).

Pequeno, discreto e ameaçado de extinção, o sagui-da-serra-escuro ainda resiste em fragmentos de Mata Atlântica do município. Mas essa resistência não é simples. A espécie já enfrenta a perda de matas, o isolamento dos grupos, atropelamentos, contato com animais domésticos e hibridação com saguis invasores de outras regiões do Brasil.

A febre amarela chega como mais uma ameaça. E uma ameaça grave. Em populações pequenas, a perda de poucos indivíduos já pode causar grande impacto. A morte de um grupo inteiro pode significar o desaparecimento da espécie naquele fragmento.

Em São Paulo, há registros recentes de febre amarela em humanos e em macacos. No ciclo atual de monitoramento, os casos humanos confirmados ocorreram em municípios como Cruzeiro, Lagoinha, Cunha e Araçariguama. Em São José dos Campos, até o momento, não há notificação atual confirmada de febre amarela em macacos. Mesmo assim, o alerta continua. O CCZ de São José dos Campos segue monitorando a situação.

A população também tem um papel importante. Se você encontrar qualquer macaco morto ou muito debilitado não toque no animal. Não recolha, não enterre e não tente levar para outro lugar. Afaste pessoas e animais domésticos da área e acione imediatamente o CCZ ou os canais oficiais de saúde.

Para as pessoas, a principal proteção continua sendo a vacinação. A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível na rede pública de saúde.

Macacos não são inimigos. São vítimas da febre amarela e ajudam a saúde pública a perceber quando o vírus está circulando na natureza.

Proteger os macacos é proteger a Mata Atlântica, a saúde pública e a vida silvestre de São José dos Campos.

 

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O projeto Ecomuseu dos Campos de São José é uma realização do CECP, o Centro de Estudos da Cultura Popular, com apoio da Prefeitura de São José dos Campos em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.