| Foto: Ecomuseu CSJ - Rafael Augusto Silva |
São José dos Campos abriga a maior população conhecida de Callithrix aurita, o sagui-da-serra-escuro. Endêmico da Mata Atlântica, está entre os 30 primatas em maior risco de extinção. Diante desse cenário, o município tem se tornado cenário de intensas ações de conservação da espécie, que enfrenta ameaças como tráfico de animais silvestres, hibridação com espécies de outras regiões e perda de habitat.
| Foto: Ecomuseu CSJ - Maiara Tissi |
O equipamento permite a observação não invasiva dos animais, facilitando a identificação das características que diferenciam o sagui-da-serra-escuro das espécies alóctones (Callithrix penicillata e Callithrix jacchus) e dos híbridos presentes na região. Durante as Saguizadas, os participantes utilizam o binóculo para reconhecer os saguis.
Levantamentos ambientais ampliam compreensão do ecossistema
Além do binóculo, a Log Nature doou fitas sinalizadoras e uma rede de captura de insetos para o Ecomuseu CSJ. As fitas serão utilizadas na demarcação de trilhas educativas nos Núcleos de Educação Ambiental - APP Alambari, localizados nos bairros Vista Verde e Campos de São José, permitindo que grupos realizem observação de fauna e flora de forma organizada e com menor impacto para o local.
A rede de captura de insetos será empregada em levantamentos de espécies no Núcleo de Educação Ambiental - APP Alambari Florestinha, área de reflorestamento mantida pelo Ecomuseu CSJ. Os dados coletados contribuem para análises de qualidade ambiental e ajudam a compreender como o ecossistema está respondendo às ações de restauração, informações relevantes para a conservação do habitat do sagui-da-serra-escuro e de outros animais que vivem nas áreas verdes e parques do município.
O projeto Ecomuseu dos Campos de São José está em sua quarta edição e tem como um de seus objetivos reflorestar a trilha do Callithrix aurita. O projeto atua diretamente em 28 bairros das zonas leste e sudeste de São José dos Campos e no município de Jambeiro, desenvolvendo ações de educação patrimonial, conservação de espécies nativas, reflorestamento e valorização dos saberes e fazeres locais.
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